8 Jeitos de Mudar o Mundo
Em 2000, a ONU – Organização das Nações Unidas, ao analisar os maiores problemas mundiais, estabeleceu 8 Objetivos do Milênio – ODM, que no Brasil são chamados de 8 Jeitos de Mudar o Mundo.
Juntos nós podemos mudar a nossa rua, a nossa comunidade, a nossa cidade, o nosso país.
A REDE BRASIL VOLUNTÁRIO, que congrega centros de voluntariado de todo o Brasil, consciente da importância desse projeto, criou este site para estimular debates e propiciar o conhecimento e o engajamento de todos os interessados em participar de ações, campanhas e projetos de voluntariado que colaborem com os ODM.
Aqui você encontra exemplos de como muitos já estão contribuindo para que o Brasil alcance esses objetivos. Para mais informações sobre os 8 Jeitos de Mudar o Mundo, entre em contato com o PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento pelos sites www.pnud.org.br ou www.odmbrasil.org.br .
Rede Solidária
Como o próprio nome diz, o blog REDE SOLIDÁRIA tem por objetivo criar uma rede que ligue quem necessita com aquele que tem algo a doar, destinando aquilo que não tem utilidade para o doador (pessoa física ou jurídica), mas que fará grande diferença para o contemplado com a doação.
Propõe também, além da atuação socialmente responsável e sustentável, incentivar a solidariedade, fazendo com que a pessoa beneficiada sinta-se encorajada não só identificar, mas também a usar o próprio potencial, dando NOVO SENTIDO à sua vida.
Descubra a graça da sua beleza
Há alguns anos atrás recebi a visita de um estudante de Curso Superior. Anos antes fui sua Orientadora Educacional em uma Escola. Ele, um daqueles alunos famosos. Aqueles em que toda a escola sabe o nome, mas a propaganda não é muito favorável. Disse-me ele que em uma das aulas na Universidade, ao primeiro contato com este texto, pensou em agradecer os ENCONTROS com a Orientadora Educacional. Um experimento de GRATIDÃO...Que cada um, após a leitura, permita a revelação da sua beleza da sua graça.
A Beleza e a Graça
Olavo Bilac
Ninguém mais do que eu está convencido da completa e absoluta inutilidade de todas as dissertações e de todas as discussões sobre a Estética. Os julgamentos estéticos valem a inteligência, a instrução, a educação de quem os emite. Um julgamento estético é única e exclusivamente a expressão de um temperamento. Que é a Estética? Dizem todos que é a ciência do Belo. Mas que é o Belo? Não houve até hoje filósofo, ou crítico, ou artista que o definisse bem. As definições do Belo são mais numerosas do que as estrelas do céu e do que as areias do mar; e umas são vagas, outras são nebulosas, outras são pretensiosas e tolas. Desde Platão até Spencer, essas definições se têm vindo acumulando em uma série infinita e inútil.
Platão disse que “o Belo é o esplendor da Verdade”, definição que Boileau imitou no verso: "rien n'es beau que le vrai, le vrai seul est aimable."¹ Mas, em primeiro lugar, que é a Verdade? Essa pergunta, que já Pilatos fazia a Cristo no Pretório, não teve até hoje resposta que a satisfizesse. A Verdade é um sonho. Para conhecê-la e discriminá-la, nem ao menos podemos confiar no testemunho de nossos sentidos corporais, imperfeitíssimos instrumentos de análise, sujeitos a inúmeras causas de erro. Baste um exemplo: a luz de uma das estrelas do Centauro, que é a que está mais próxima da Terra, gasta quatro anos e quatro meses a chegar até nós; assim, se essa estrela morresse hoje, nós ainda passaríamos quatro anos e quatro meses a vê-la brilhar no céu; há com certeza muitas estrelas que já se apagaram, que já morreram, e que os nossos olhos, entretanto, ainda vêem fulgurar no firmamento; como, pois, havemos de confiar no testemunho de nossa visão, se podemos ver, mas positivamente ver, o que já não existe? E, se isso se dá no mundo físico, como poderemos ter a pretensão de saber o que é a Verdade no mundo moral? Ninguém sabe o que é a Verdade... Mas a definição de Platão tem ainda outro grande defeito. Nem só a Verdade, se existe, pode ser bela. Há mentiras belíssimas, - e, sob o limitado ponto de vista artístico, é lícito dizer que a Mentira é sempre mais bela do que a Verdade...
Se de Platão dermos um salto até Spencer – um salto pequeno, apenas de vinte e três séculos... - veremos que o grande filósofo inglês diz que “o Belo é o que agrada”. Mas o que agrada a um home não agrada a outro: é uma questão de raça, de temperamento, de meio; um zulu não pode ter o mesmo gosto um inglês; o prazer estético de um brasileiro não pode ser o mesmo de um abissínio.
Saiamos, porém, do caso geral, deixemos o Belo em absoluto, e cuidemos do tema especial da conferência: a beleza humana, ou mais restritamente a beleza feminina, que é, e sempre foi, e sempre há de ser a inspiração, a tentação, a perdição, a salvação, o bem, o mal, a virtude, o vício, o encanto e o desespero dos homens. A beleza feminina existe, e tem uma influência soberana. Mas que é ela? A idéia da formosura da mulher varia infinitamente, de raça para raça e de homem para homem. Ao velho Aristóteles perguntaram um dia: “que é a beleza?”; e ele respondeu: “só um cego pode fazer essa pergunta!” Parece realmente que basta não ser cego para saber o que é a beleza. Mas nem todos a vêem do mesmo modo. Mirabeau disse bem que “a concepção da beleza feminina está sujeita aos caprichos dos sentidos, do clima, e da opinião individual”.
A Beleza é criada pelo Amor, e cada homem tem o seu tipo de beleza, que é a mulher a quem ama. Por isso Voltaire, quando lhe pediram que definisse o Belo, disse com muita graça e muita razão: “Le beau pour le crapaud, c’est sa crapaude!”²
A verdadeira beleza, senhoras que me ouvis, é a vossa: é a graça; a graça, de que o velho La Fontaine já dizia: “Et la Grace, plus belle encore que la beauté...”³; a graça, que zomba de todas as regras da dimensão e da proporção; a graça, que não tem idade, e não conhece leis; a graça, que transforma os defeitos em qualidade e as incorreções em perfeições. Naquela luta dos sentimentos que me avassalavam no Louvre, quando eu hesitava entre a contemplação da Vênus de Milo e a contemplação das duas visitantes, o que realmente havia era o conflito entre o mármore e a vida, a guerra de competência entre a Beleza e a Graça...
E que é a graça? É tudo.
É em primeiro lugar, a inteligência. Que vale a formosura plástica, quando é a companheira da estupidez? E a inteligência não dá apenas às mulheres uma beleza moral: dá-lhes também uma certa beleza física.
Mas a graça também é a bondade, a doçura, a ternura, a comoção.
A graça é ainda o olhar. Há olhares que saem, lindos, de feios olhos, como há lírios alvíssimos que rebentam de pântanos escuros. O olhar, que é a voz muda da inteligência e da piedade, dá às vezes à mais feia e disforme das faces humanas uma beleza imaterial e divina. E não é sem razão que de todos os “feitiços” femininos é o “feitiço” do olhar o que mais comumente inspira a poesia lírica, - erudita ou popular.
Respeitemos a Beleza, - mas admiremos e amemos a Graça. Para dizer toda a verdade, - a Beleza é talvez uma ilusão. Se o povo diz que “quem ama o feio, bonito lhe parece”, é porque é o Amor quem cria a Beleza. Mas é a Graça quem gera o Amor.
Abri qualquer dicionário, - e cotejai a miséria da palavra – Beleza – com a opulência sinonímica da palavra – Graça. Beleza – é apenas a qualidade do que é belo e do que causa admiração. E Graça? Graça é atrativo, é sedução, é benevolência, é favor, é mercê, é perdão, é comutação de pena, é elegância, é gracejo, é riso, é alegria, é dom sobrenatural como meio de salvação ou de santificação, é privança, é boa aceitação, é agradecimento, é benefício material ou espiritual, é delicadeza, é finura, é sutileza, é inteligência, é espírito, é tudo quanto há de afável e carinhoso... E lembrai-vos, minhas senhoras e meus senhores, que, quando vos dirigis à super-mulher em quem os criadores do poema católico simbolizaram a extrema pureza e a extrema misericórdia, não lhe dizeis: “Ave-Maria, cheia de beleza!”, porém: “Ave-Maria, cheia de graça!”.
("Conferências Literárias", págs. 203, 204, 205, 206, 207, 215, 217, 218, 230. Rio, 1912.)
Ser sustentável ou não ser, eis a questão
Sustentabilidade. Está palavra esta na boca de empresas e consumidores de todo o mundo. Mas afinal, qual é a sua real importância na vida das pessoas?
Autobiografia em cinco capítulos
1)
Ando pela rua .
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio.
Estou perdido... sem esperança.
Não é culpa minha.
Levo muito tempo para encontrar a saída.
2)
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim levo um tempão para sair.
3)
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele ali está.
Ainda assim caio... é um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.
4)
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.
5)
Ando por outra rua.
(transcrito do "O Livro Tibetano do Viver e do Morrer" de Sogyal Rinpoche)
Ando pela rua .
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio.
Estou perdido... sem esperança.
Não é culpa minha.
Levo muito tempo para encontrar a saída.
2)
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim levo um tempão para sair.
3)
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele ali está.
Ainda assim caio... é um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.
4)
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.
5)
Ando por outra rua.
(transcrito do "O Livro Tibetano do Viver e do Morrer" de Sogyal Rinpoche)
Recado de Bernardo Toro à juventude
De forma didática, o educador colombiano Bernardo Toro dá um recado à juventude brasileira sobre o que é e como fazer mobilização social. Fala da importância de organizar-se em grupos, de conhecer a história do país e os mecanismos de diálogo e particpação com o governo.
TEDxAmazônia - Bernardo Toro sobre a coragem de pedir ajuda - Nov. 2010
Bernardo Toro é um pensador multidisciplinar colombiano, que se dedica a repensar a educação no século 21. Toro acredita que não há democracia sem um ensino de qualidade, que torne a criança capaz de compreender o contexto que a cerca.
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